Respostas claras para as principais dúvidas da internet.

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FinançasInvestimentosRenda Fixa

O que é CDB? Entenda Como Funciona, Quanto Pode Render e Quais São os Riscos

Resposta rápida

CDB é a sigla para Certificado de Depósito Bancário. Trata-se de um título de renda fixa emitido por bancos e outras instituições autorizadas para captar dinheiro dos investidores. Na prática, ao investir em um CDB, você empresta recursos à instituição e recebe de volta o valor aplicado acrescido da remuneração contratada.

Os CDBs podem ter rentabilidade prefixada, pós-fixada ou híbrida, diferentes prazos e regras de liquidez. Muitos CDBs pós-fixados são remunerados por um percentual do CDI, como 100%, 110% ou 120% do CDI. O investimento também pode contar com a garantia ordinária do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), respeitados os limites e as condições vigentes.


O que é CDB?

CDB significa:

Certificado de Depósito Bancário.

Ele é um título de renda fixa emitido por instituições financeiras como forma de captar recursos.

Quando um banco precisa de dinheiro para financiar suas operações, pode obtê-lo de diferentes maneiras.

Uma delas é receber recursos dos próprios investidores por meio da emissão de CDBs.

A lógica é relativamente simples:

investidor → empresta dinheiro para o banco → banco utiliza os recursos → devolve o valor acrescido de juros

O Banco Central classifica os CDBs como títulos privados representativos de depósitos a prazo feitos por pessoas físicas ou jurídicas.

O Portal do Investidor também explica que o CDB envolve uma promessa de pagamento futuro do valor investido acrescido da remuneração combinada no momento da contratação.


Por que os bancos emitem CDB?

Bancos precisam de recursos para realizar suas atividades.

Eles podem utilizar o dinheiro captado para operações como:

  • concessão de empréstimos;
  • financiamentos;
  • crédito para empresas;
  • capital de giro;
  • outras atividades financeiras.

Imagine, de forma simplificada, que um banco queira ampliar sua carteira de empréstimos.

Para conseguir mais recursos, ele oferece ao mercado um CDB.

Você aplica:

R$ 10.000

O banco recebe esse dinheiro e, em troca, assume a obrigação de devolver futuramente:

R$ 10.000 + remuneração contratada.

É justamente essa remuneração que torna o CDB um investimento para quem compra o título.


CDB é renda fixa?

Sim.

O CDB é um produto de renda fixa.

Isso significa que a regra utilizada para calcular a rentabilidade é conhecida no momento da aplicação.

Isso não significa necessariamente saber antecipadamente o número exato de reais que será recebido.

Em um CDB pós-fixado, por exemplo, você pode saber que receberá:

110% do CDI

mas o CDI futuro ainda pode variar.

Portanto, o que é definido previamente é a forma de remuneração. O Portal do Investidor inclui expressamente os CDBs entre os produtos de renda fixa.


Como funciona um CDB?

O funcionamento pode ser resumido em cinco etapas:

  1. A instituição financeira emite o CDB.
  2. O investidor aplica determinado valor.
  3. O dinheiro permanece investido conforme as condições do título.
  4. A remuneração é calculada de acordo com a regra contratada.
  5. No resgate ou vencimento, o investidor recebe o valor devido.

Cada CDB pode apresentar características próprias, como:

  • taxa;
  • vencimento;
  • liquidez;
  • valor mínimo;
  • indexador;
  • possibilidade de resgate antecipado.

Por isso, dois CDBs oferecidos pela mesma instituição podem funcionar de maneiras bastante diferentes.


💡 Você sabia?

CDB e CDI não são a mesma coisa.

O CDB é o investimento.

O CDI — ou, tecnicamente, a Taxa DI usada como referência — pode ser o indexador da remuneração.

Assim, quando alguém investe em um “CDB de 110% do CDI”, está comprando um CDB cuja remuneração é calculada com base em uma porcentagem dessa referência.


Quais são os tipos de CDB?

Os CDBs podem ser classificados principalmente pela forma de remuneração.

Os três modelos mais conhecidos são:

  • CDB pós-fixado;
  • CDB prefixado;
  • CDB híbrido.

O que é CDB pós-fixado?

É aquele cuja rentabilidade acompanha um indicador.

O mais comum é o CDI.

Por exemplo:

CDB de 100% do CDI

ou:

CDB de 110% do CDI.

Nesse modelo, a rentabilidade final depende do comportamento do indexador ao longo do período.

Se o CDI subir, a remuneração nominal tende a aumentar.

Se o CDI cair, tende a diminuir.


O que significa CDB de 100% do CDI?

Significa que o título acompanha integralmente a referência DI durante o período da aplicação.

Imagine, apenas como exemplo didático, que o CDI acumulado no período seja:

10%.

Um CDB a:

100% do CDI

teria rentabilidade bruta aproximada de:

10%.

Se o CDB pagasse:

110% do CDI

a rentabilidade bruta aproximada, nessa simplificação, seria:

11%.

E a:

120% do CDI

aproximadamente:

12%.

Esses números são apenas exemplos. O CDI efetivo varia ao longo do tempo.


100% do CDI significa 100% de lucro?

Não.

Esse é um dos erros mais comuns entre iniciantes.

Se uma aplicação informa:

100% do CDI

não significa:

100% ao ano

e muito menos:

dobrar o dinheiro.

Significa apenas receber o equivalente a 100% da taxa de referência DI acumulada durante o período.


O que é CDB prefixado?

No CDB prefixado, a taxa de juros é conhecida no momento da aplicação.

Exemplo hipotético:

12% ao ano.

Se o investidor mantiver o título conforme as condições contratadas, já conhece a taxa utilizada para calcular seu retorno.

Esse tipo pode ser interessante quando o investidor deseja maior previsibilidade.

Por outro lado, precisa considerar que as condições do mercado podem mudar.

Se as taxas futuras subirem muito, novos títulos podem passar a oferecer remunerações superiores.


Exemplo de CDB prefixado

Imagine:

Investimento: R$ 10.000

Taxa: 12% ao ano

Prazo: 1 ano

Em uma simplificação:

Rendimento bruto:

R$ 1.200

Valor bruto final:

R$ 11.200

Ainda seria necessário considerar a tributação e demais condições aplicáveis.


O que é CDB híbrido?

O CDB híbrido combina:

  • um indicador variável;
  • uma taxa fixa.

Um exemplo seria:

IPCA + 6% ao ano.

Nesse caso, parte da remuneração acompanha a inflação e outra parte representa uma taxa prefixada.

É um modelo que pode ser utilizado para objetivos de prazo mais longo, especialmente quando o investidor deseja buscar proteção do poder de compra.


CDB prefixado, pós-fixado ou híbrido: qual é melhor?

Não existe uma única resposta.

Cada modelo atende objetivos diferentes.

TipoComo rendePrincipal característica
Pós-fixadoEx.: 100% do CDIAcompanha os juros do mercado
PrefixadoEx.: 12% ao anoTaxa conhecida na contratação
HíbridoEx.: IPCA + 6%Combina inflação e taxa fixa

A escolha depende de:

  • objetivo;
  • prazo;
  • necessidade de liquidez;
  • cenário econômico;
  • tolerância ao risco;
  • possibilidade de precisar do dinheiro antes.

O que é vencimento do CDB?

O vencimento é a data em que termina o prazo contratado.

Exemplo:

Você compra um CDB com vencimento em:

15 de agosto de 2028.

Se o investimento não permitir resgate antecipado, o dinheiro ficará aplicado até essa data.

No vencimento, a instituição paga:

  • principal;
  • rendimento acumulado;

de acordo com as regras do título.


O que é liquidez?

Liquidez representa a facilidade com que um investimento pode ser convertido novamente em dinheiro disponível.

Um CDB pode ter:

  • liquidez diária;
  • liquidez somente depois de determinado período;
  • resgate apenas no vencimento.

Essa característica é tão importante quanto a rentabilidade.


O que é CDB com liquidez diária?

É um título que permite solicitar o resgate antecipado conforme as regras definidas pela instituição.

Esses CDBs costumam ser utilizados em estratégias como:

  • reserva de emergência;
  • dinheiro de curto prazo;
  • valores que podem ser necessários rapidamente.

Imagine:

CDB A

100% do CDI

Liquidez diária.

CDB B

120% do CDI

Resgate somente daqui a três anos.

O CDB B paga mais.

Mas se você precisar do dinheiro amanhã, o primeiro pode ser muito mais adequado.


O CDB pode ficar bloqueado até o vencimento?

Sim.

Alguns títulos não oferecem liquidez antecipada.

Nesse caso, ao investir, o comprador precisa estar preparado para manter o dinheiro aplicado até o prazo definido.

Em troca dessa menor liquidez, alguns emissores oferecem rentabilidade maior.


Quanto rende um CDB?

Depende de:

  • taxa contratada;
  • CDI ou outro indexador;
  • prazo;
  • tributação;
  • momento de aplicação.

Não existe uma única resposta para:

“Quanto rende um CDB?”

Um CDB pode pagar:

  • 90% do CDI;
  • 100% do CDI;
  • 115% do CDI;
  • taxa prefixada;
  • IPCA + taxa.

Por isso, cada título precisa ser analisado individualmente.


Exemplo prático: CDB a 100% do CDI

Imagine:

Aplicação: R$ 10.000

CDB: 100% do CDI

CDI hipotético no período: 10%

Rendimento bruto aproximado:

R$ 1.000

Saldo bruto:

R$ 11.000

Depois seria necessário descontar o imposto incidente sobre o rendimento, quando aplicável.


Exemplo: CDB a 110% do CDI

Mantendo a mesma hipótese:

CDI: 10%

CDB: 110% do CDI

Taxa aproximada:

11%

Rendimento bruto aproximado:

R$ 1.100

Saldo bruto:

R$ 11.100

A diferença entre 100% e 110% do CDI existe, mas precisa ser analisada em conjunto com prazo, risco e liquidez.


Um CDB de 120% do CDI é sempre melhor?

Não.

Pode parecer uma conclusão óbvia:

120% > 100%

Porém, considere:

CaracterísticaCDB ACDB B
Rentabilidade100% CDI120% CDI
Liquidezdiáriasó no vencimento
Prazolivre4 anos
Banco emissorinstituição Ainstituição B
Riscodiferentediferente

O segundo pode pagar mais justamente porque exige prazo maior ou porque o emissor precisa oferecer uma remuneração mais alta para captar recursos.

Por isso, o percentual do CDI não deve ser o único critério.


Por que alguns bancos pagam mais CDI?

Instituições possuem diferentes necessidades de captação.

Um banco grande e conhecido pode conseguir atrair investidores oferecendo:

95% ou 100% do CDI.

Uma instituição menor pode precisar oferecer:

110%, 115% ou 120%

para competir pelos mesmos recursos.

Isso não significa automaticamente que o segundo seja ruim.

Significa que a análise de risco se torna ainda mais importante.


CDB tem risco?

Sim.

Nenhum investimento deve ser tratado como absolutamente sem risco.

No CDB, um dos principais é o risco de crédito.

Ao investir, você empresta dinheiro à instituição emissora.

Se ela entrar em dificuldades financeiras e não conseguir cumprir suas obrigações, pode ocorrer inadimplência.

Por isso, é importante avaliar:

  • banco emissor;
  • diversificação;
  • prazo;
  • cobertura do FGC;
  • limites da garantia.

O que é risco de crédito?

Risco de crédito é a possibilidade de o emissor não pagar corretamente aquilo que deve.

No caso do CDB:

investidor → empresta ao banco → banco deve devolver principal + rendimento.

Se a instituição quebrar, o investidor pode depender dos mecanismos de garantia e do processo de liquidação para recuperar os valores cobertos.


CDB tem garantia do FGC?

Os CDBs estão entre os produtos que podem ser cobertos pela garantia ordinária do Fundo Garantidor de Créditos, desde que emitidos por instituição associada e respeitadas as demais regras.

Atualmente, o limite da garantia ordinária é de até:

R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira ou conglomerado financeiro.

Existe também um teto global de:

R$ 1 milhão por CPF ou CNPJ em um período de quatro anos

para garantias pagas em caso de liquidação de mais de uma instituição.


💡 Você sabia?

O limite do FGC não deve ser interpretado simplesmente como:

“posso colocar R$ 250 mil de principal em qualquer CDB”.

A garantia considera os créditos abrangidos pelas regras do Fundo e a situação do investidor em relação à instituição ou ao conglomerado.

Além disso, valores mantidos em diferentes empresas de um mesmo conglomerado podem ser somados para fins do limite.


Exemplo de proteção do FGC

Imagine que uma pessoa possua em determinada instituição:

CDB: R$ 180.000

e outros créditos elegíveis que, somados, levem o total coberto a:

R$ 230.000.

Se ocorrer uma situação coberta pelas regras do FGC, esse valor estaria dentro do limite individual de R$ 250 mil.

Agora imagine que o total elegível seja:

R$ 320.000.

A garantia ordinária não simplesmente cobre todo esse valor.

O teto geral aplicável por CPF ou CNPJ e por instituição ou conglomerado é de R$ 250 mil.


O FGC significa que o CDB não tem risco?

Não.

O FGC é uma proteção adicional, e não uma transformação do investimento em algo sem risco.

Podem existir:

  • tempo até o pagamento da garantia;
  • valores acima do limite;
  • concentração em um conglomerado;
  • regras e condições específicas.

O próprio funcionamento recente do FGC mostra que, quando há liquidação, é necessário consolidar a lista de credores e iniciar posteriormente o processo de solicitação e pagamento da garantia.

Por isso, continua sendo importante avaliar a instituição antes de investir.


É melhor dividir o dinheiro entre bancos?

Para valores elevados, diversificar entre instituições pode ser uma estratégia para:

  • reduzir concentração;
  • respeitar limites do FGC;
  • distribuir risco de crédito.

Entretanto, é necessário verificar se as instituições realmente pertencem a conglomerados financeiros diferentes.

A cobertura é calculada por instituição ou conglomerado, e não simplesmente pelo nome comercial exibido no aplicativo.


CDB de banco pequeno é perigoso?

Não necessariamente.

O tamanho do banco é apenas uma das informações a considerar.

Instituições menores podem oferecer taxas mais elevadas porque possuem:

  • menor base de clientes;
  • maior necessidade de captação;
  • custo maior para atrair investidores.

Isso não significa automaticamente que irão quebrar.

Entretanto, aceitar maior remuneração sem olhar para risco e FGC também não é uma boa estratégia.


CDB paga Imposto de Renda?

Em geral, os rendimentos do CDB estão sujeitos à tributação aplicável aos títulos de renda fixa.

Como regras tributárias podem ser alteradas, a alíquota vigente e o tratamento específico devem ser conferidos no momento do investimento e da declaração.

Além do imposto sobre os rendimentos, aplicações resgatadas em prazo muito curto podem estar sujeitas a regras específicas, como IOF regressivo quando aplicável.

Como este conteúdo foi produzido em 2026, é especialmente importante consultar as regras vigentes antes de comparar CDB com produtos que possuam tratamento tributário diferente.


Imposto é cobrado sobre todo o dinheiro?

Normalmente, a tributação sobre investimentos de renda fixa incide sobre o rendimento, e não sobre todo o capital aplicado.

Imagine:

Aplicação: R$ 10.000

Saldo no resgate: R$ 11.000

Rendimento: R$ 1.000

A incidência correspondente é calculada sobre os rendimentos conforme as regras aplicáveis, e não sobre os R$ 11.000 inteiros.


O que é rentabilidade bruta e líquida?

Rentabilidade bruta

É o ganho antes dos impostos e custos.

Rentabilidade líquida

É o que efetivamente sobra depois deles.

Essa diferença é fundamental ao comparar CDB com outros investimentos.


CDB e LCI: qual rende mais?

Não é possível responder apenas olhando o percentual do CDI.

Imagine:

CDB

110% do CDI

LCI

95% do CDI

Dependendo:

  • das regras tributárias vigentes;
  • do prazo;
  • da liquidez;
  • das taxas;

a rentabilidade líquida pode ficar muito mais próxima do que os percentuais sugerem.

Por isso, o investidor deve comparar resultado líquido equivalente, não apenas a taxa anunciada.


CDB e poupança: qual é melhor?

Também depende das condições.

Um CDB competitivo pode oferecer rentabilidade superior à poupança em diversos cenários.

Entretanto, é necessário comparar:

  • percentual do CDI;
  • tributação;
  • liquidez;
  • prazo;
  • instituição;
  • objetivo.

Não existe vantagem em trocar automaticamente qualquer poupança por qualquer CDB sem analisar as condições do título.


CDB e Tesouro Selic: qual é a diferença?

São dois produtos de renda fixa, mas possuem emissores diferentes.

CDB

Emissor:

instituição financeira.

Risco principal:

crédito da instituição, mitigado pela cobertura do FGC dentro das regras aplicáveis.

Tesouro Selic

Emissor:

Tesouro Nacional.

A remuneração acompanha a dinâmica da Selic e a estrutura do título público.

Portanto, comparar CDB e Tesouro Selic exige avaliar:

  • rendimento;
  • liquidez;
  • risco;
  • tributação;
  • custos;
  • objetivo.

CDB pode ser usado para reserva de emergência?

Pode, desde que apresente características adequadas.

Para uma reserva de emergência, geralmente são importantes:

  • alta liquidez;
  • baixo risco;
  • facilidade de resgate;
  • previsibilidade.

Um CDB com liquidez diária e emissor adequadamente analisado pode cumprir essa função.

Já um CDB que bloqueia o dinheiro durante quatro anos não é apropriado para uma reserva que pode ser necessária amanhã.


Todo CDB com liquidez diária serve para reserva?

Não automaticamente.

Também é importante observar:

  • horário de resgate;
  • prazo de liquidação;
  • funcionamento em fins de semana e feriados;
  • risco da instituição;
  • cobertura do FGC;
  • rentabilidade.

“Liquidez diária” não deve ser interpretada como se todos os produtos entregassem dinheiro instantaneamente a qualquer hora.

Leia as condições do título.


CDB tem marcação a mercado?

A experiência do investidor depende da estrutura do título e das condições de negociação.

Muitos CDBs são mantidos até o vencimento e remunerados conforme a regra contratada.

Alguns podem possuir possibilidade de negociação ou resgate em condições que não equivalem simplesmente ao valor projetado até o vencimento.

Por isso, não se deve presumir que todo CDB poderá ser vendido antes do prazo pelo valor esperado.


Posso perder dinheiro em um CDB?

É possível, dependendo da situação.

Os principais riscos incluem:

  • falência da instituição emissora;
  • valor acima da cobertura do FGC;
  • necessidade de sair antes do vencimento em condições desfavoráveis;
  • perda real para a inflação;
  • concentração excessiva em um emissor.

Um CDB pode apresentar saldo nominal positivo e ainda gerar perda de poder de compra se seu retorno líquido ficar abaixo da inflação.


O que é perda real?

Imagine:

CDB rende líquido: 7%

Inflação: 9%

O saldo financeiro aumentou.

Mas os preços subiram mais.

Portanto, o investidor terminou o período com menor poder de compra.

Essa é uma perda real, mesmo existindo ganho nominal.


O que analisar antes de investir em CDB?

Não escolha olhando apenas para:

“maior % do CDI”.

Analise pelo menos:

  • emissor;
  • remuneração;
  • prazo;
  • vencimento;
  • liquidez;
  • tributação;
  • FGC;
  • concentração;
  • objetivo do dinheiro;
  • rentabilidade real esperada.

Exemplo prático: escolhendo entre dois CDBs

Imagine que Fernanda tenha R$ 20.000.

Ela está comparando:

CDB A

  • 100% do CDI;
  • liquidez diária;
  • vencimento em dois anos.

CDB B

  • 120% do CDI;
  • sem resgate antecipado;
  • vencimento em quatro anos.

Se o dinheiro é sua reserva de emergência, o CDB A pode ser mais coerente, apesar da taxa menor.

Se o valor pode ficar quatro anos investido e os demais riscos forem aceitáveis, o CDB B pode oferecer maior retorno potencial.

O melhor investimento não é necessariamente aquele com a maior taxa.

É aquele que combina melhor com o objetivo.


CDB é indicado para iniciantes?

Pode ser um dos produtos mais fáceis de compreender dentro da renda fixa, especialmente nos modelos pós-fixados.

Mas isso não elimina a necessidade de entender:

  • CDI;
  • liquidez;
  • vencimento;
  • FGC;
  • risco de crédito;
  • tributação.

A simplicidade operacional não deve substituir a análise.


Não confunda

CDB × CDI

CDB: investimento.

CDI/Taxa DI: referência de rentabilidade utilizada por muitos CDBs.


CDB × RDB

CDB e RDB são depósitos a prazo, mas possuem diferenças jurídicas e operacionais.

O Banco Central destaca que o RDB é inegociável e intransferível.


CDB × Tesouro Direto

CDB é emitido por instituição financeira.

Títulos do Tesouro Direto são títulos públicos federais.


CDB × Fundo de investimento

No CDB, o investidor adquire diretamente um título de uma instituição.

Em um fundo, os recursos dos cotistas são reunidos em uma carteira administrada segundo uma política definida.


CDB × poupança

Ambos podem ser utilizados para guardar e remunerar dinheiro, mas possuem regras de remuneração, tributação e liquidez diferentes.


Mitos e verdades sobre CDB

“CDB é um empréstimo que faço para o banco.”

Verdade, em uma explicação simplificada.

Ao comprar o título, o investidor fornece recursos à instituição e recebe uma promessa de pagamento futuro com remuneração.

“CDB sempre rende 100% do CDI.”

Mito.

Cada título possui sua própria regra.

“Quanto maior o percentual do CDI, melhor o investimento.”

Mito.

Liquidez, risco, prazo e tributação também precisam ser avaliados.

“CDB pode ter proteção do FGC.”

Verdade.

CDB está entre os produtos elegíveis à garantia ordinária, respeitando as regras e os limites vigentes.

“O FGC cobre qualquer valor aplicado em CDB.”

Mito.

Há limites por CPF ou CNPJ e por instituição ou conglomerado, além do teto global em determinado período.

“CDB com liquidez diária pode ser útil para reserva de emergência.”

Verdade.

Desde que suas demais características também sejam adequadas.

“CDB e CDI são a mesma coisa.”

Mito.

CDB é o investimento; CDI/Taxa DI pode ser sua referência de remuneração.

“Todo CDB pode ser resgatado a qualquer momento.”

Mito.

Alguns possuem liquidez apenas no vencimento.


Resumo dos principais pontos

  • CDB significa Certificado de Depósito Bancário.
  • É um título de renda fixa emitido por instituições financeiras.
  • O investidor empresta recursos ao emissor e recebe remuneração.
  • CDB pode ser pós-fixado, prefixado ou híbrido.
  • Muitos CDBs pós-fixados utilizam o CDI como referência.
  • 100% do CDI não significa 100% ao ano.
  • Quanto maior a rentabilidade, mais importante é analisar prazo, liquidez e risco.
  • CDB pode ter liquidez diária ou somente no vencimento.
  • Risco de crédito da instituição emissora é um fator fundamental.
  • CDB está entre os produtos elegíveis à garantia do FGC conforme as regras vigentes.
  • O limite ordinário atual do FGC é de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ por instituição ou conglomerado e há teto global de R$ 1 milhão em quatro anos.
  • Rentabilidade líquida e ganho real são mais importantes do que observar apenas a taxa anunciada.

Conclusão

O CDB é um dos principais produtos de renda fixa utilizados no Brasil e funciona, em essência, como uma forma de o investidor emprestar dinheiro a uma instituição financeira em troca de remuneração.

Sua aparente simplicidade, entretanto, esconde características importantes.

Dois CDBs podem ter riscos, prazos e finalidades completamente diferentes.

Um pode oferecer liquidez diária e servir para recursos de curto prazo.

Outro pode pagar uma porcentagem muito maior do CDI, mas manter o dinheiro indisponível durante vários anos.

Além disso, a rentabilidade precisa ser analisada junto com tributação, inflação, risco do emissor e proteção do FGC.

Compreender CDB depois de estudar Selic e CDI permite enxergar finalmente como esses conceitos econômicos se transformam em um investimento real.

O próximo passo natural do cluster será entender o Tesouro Direto, que permitirá comparar títulos bancários com títulos públicos e aprofundar definitivamente o conceito de renda fixa.


Perguntas Frequentes (FAQ)

O que é CDB?

É um Certificado de Depósito Bancário, título de renda fixa emitido por instituições financeiras para captar recursos dos investidores.

Como funciona um CDB?

O investidor aplica dinheiro no título e recebe posteriormente o capital acrescido da remuneração contratada.

CDB rende CDI?

Muitos CDBs pós-fixados utilizam um percentual do CDI/Taxa DI como referência, mas existem também CDBs prefixados e híbridos.

O que significa CDB de 100% do CDI?

Significa que sua remuneração acompanha 100% da Taxa DI acumulada durante o período, conforme as regras do produto.

CDB tem risco?

Sim. O principal é o risco de crédito da instituição emissora.

CDB tem garantia do FGC?

CDB está entre os créditos elegíveis à garantia ordinária do FGC quando respeitadas as regras e condições aplicáveis.

Quanto o FGC cobre?

Atualmente, até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ por instituição ou conglomerado, com limite global de R$ 1 milhão por período de quatro anos para garantias pagas.

CDB pode ser resgatado a qualquer momento?

Depende. Alguns possuem liquidez diária, enquanto outros só permitem acesso ao dinheiro no vencimento.

CDB é melhor que poupança?

Depende da taxa, tributação, liquidez, prazo e objetivo do investidor.

CDB pode ser usado para reserva de emergência?

CDBs com liquidez adequada e risco compatível podem ser utilizados para essa finalidade.


Continue aprendendo

  • O que é CDI?
  • O que é Taxa Selic?
  • O que é Inflação?
  • O que é Tesouro Direto?
  • O que é Renda Fixa?
  • O que é IPCA?
  • O que é LCI?
  • O que é LCA?
  • O que é Liquidez?
  • O que é Fundo Garantidor de Créditos (FGC)?
  • O que é Risco de Crédito?
  • O que é Rentabilidade?
  • O que são Juros Compostos?
  • O que é Marcação a Mercado?
  • O que é Poupança?

Referências recomendadas

  • Banco Central do Brasil — O que são CDB e RDB?
  • Portal do Investidor / CVM — Certificado de Depósito Bancário.
  • Banco Central do Brasil — Dados sobre depósitos a prazo CDB/RDB.
  • Fundo Garantidor de Créditos — Garantia Ordinária e Limites de Cobertura.
  • Fundo Garantidor de Créditos — Produtos Cobertos.
  • Portal do Investidor — Renda Fixa.
  • Receita Federal — Regras vigentes aplicáveis aos rendimentos de investimentos.