O que é Infarto? Entenda os Sintomas, as Causas e Como Agir
Resposta rápida
Infarto, também chamado de infarto agudo do miocárdio ou ataque cardíaco, acontece quando o fluxo de sangue para uma parte do músculo do coração é interrompido ou severamente reduzido, geralmente devido à formação de um coágulo em uma artéria coronária. Sem oxigênio suficiente, as células do coração começam a sofrer lesões e podem morrer.
Dor ou pressão no peito, falta de ar, suor frio, náusea, palidez, tontura e desconforto que se espalha para braços, costas, pescoço ou mandíbula podem indicar infarto. Trata-se de uma emergência: no Brasil, diante de suspeita, deve-se acionar o SAMU pelo número 192. Quanto mais rapidamente o fluxo sanguíneo é restabelecido, maior a possibilidade de preservar o músculo cardíaco.
O que é infarto?
O coração é um músculo que trabalha continuamente.
Durante toda a vida, ele se contrai milhares de vezes por dia para impulsionar o sangue pelo organismo.
Assim como qualquer outro tecido, o próprio coração precisa receber:
- oxigênio;
- glicose;
- nutrientes.
Esse abastecimento acontece por meio das artérias coronárias, vasos sanguíneos que percorrem a superfície do coração e levam sangue ao músculo cardíaco.
Quando uma dessas artérias fica obstruída, parte do coração deixa de receber oxigênio adequadamente.
Se a circulação não for restaurada rapidamente, as células começam a sofrer danos.
Quando ocorre morte de uma região do músculo cardíaco por falta prolongada de circulação, temos o infarto do miocárdio.
É por isso que o nome médico mais conhecido é:
Infarto Agudo do Miocárdio (IAM).
O Ministério da Saúde define o infarto como a morte de células do músculo cardíaco decorrente, na maioria das vezes, da formação de um coágulo que interrompe subitamente o fluxo sanguíneo.
O que significa “miocárdio”?
O coração possui diferentes camadas.
A camada muscular responsável por realizar as contrações recebe o nome de miocárdio.
É ela que gera a força necessária para bombear o sangue.
Por isso:
- infarto significa morte de tecido decorrente da interrupção de seu suprimento sanguíneo;
- miocárdio é o músculo do coração.
Assim, infarto do miocárdio significa uma região do músculo cardíaco que sofreu morte celular devido à falta de circulação adequada.
Como o infarto acontece?
Na maioria dos casos, o processo começa muito antes dos primeiros sintomas.
Ao longo de anos, podem se formar depósitos na parede das artérias coronárias.
Esses depósitos recebem o nome de placas de aterosclerose.
Elas são compostas por diferentes elementos, incluindo:
- colesterol;
- células inflamatórias;
- tecido fibroso;
- cálcio;
- outras substâncias.
A presença da placa não significa que necessariamente haverá um infarto.
Muitas pessoas podem ter aterosclerose durante anos sem apresentar sintomas.
O problema pode surgir quando uma dessas placas se rompe ou sofre erosão.
O organismo interpreta essa alteração como uma lesão.
Então ativa o sistema responsável pela coagulação do sangue.
Plaquetas se acumulam sobre a região e um coágulo, chamado também de trombo, começa a se formar.
Se esse coágulo bloquear parcial ou totalmente a artéria, o sangue deixa de alcançar adequadamente uma região do coração.
A sequência pode ser simplificada assim:
Aterosclerose → ruptura ou erosão da placa → formação do coágulo → obstrução da artéria → falta de oxigênio → lesão do músculo cardíaco → infarto.
A aterosclerose e a formação subsequente de coágulos estão entre os mecanismos mais comuns dos ataques cardíacos.
💡 Você sabia?
Um infarto pode parecer um acontecimento completamente repentino, mas o processo de formação das placas nas artérias geralmente se desenvolve silenciosamente durante muitos anos.
É justamente por isso que prevenção e controle de fatores como pressão arterial, colesterol, diabetes e tabagismo são tão importantes mesmo quando a pessoa não apresenta sintomas.
O que são artérias coronárias?
As artérias coronárias são os vasos responsáveis por alimentar o próprio coração.
As principais surgem a partir da aorta, a grande artéria que sai do coração.
Elas se ramificam em vasos menores e levam sangue para diferentes regiões do miocárdio.
Quando uma artéria coronária é bloqueada, a parte do músculo abastecida por ela fica em risco.
O tamanho da área comprometida depende de:
- qual artéria foi obstruída;
- localização do bloqueio;
- duração da interrupção;
- existência de circulação colateral;
- rapidez do tratamento.
Por isso, dois infartos podem apresentar gravidades completamente diferentes.
O que é isquemia?
Isquemia significa redução do fornecimento de sangue a um tecido.
No coração, a isquemia ocorre quando o músculo recebe menos sangue e oxigênio do que necessita.
Ela pode provocar sintomas como:
- dor no peito;
- pressão;
- aperto;
- falta de ar.
Se a circulação é restaurada antes da morte das células, pode não ocorrer infarto.
Quando a falta de oxigênio dura tempo suficiente para provocar morte do tecido, ocorre o infarto do miocárdio.
Angina e infarto são a mesma coisa?
Não.
Essa diferença é muito importante.
A angina é uma manifestação de isquemia cardíaca, geralmente caracterizada por desconforto no peito quando o coração não recebe oxigênio suficiente.
No infarto, ocorre dano e morte de células do músculo cardíaco.
De maneira simplificada:
| Angina | Infarto |
|---|---|
| Existe redução temporária da oferta de sangue | A falta de circulação provoca lesão e morte celular |
| Pode ocorrer durante esforço físico | Pode ocorrer em repouso ou durante esforço |
| Sintomas podem melhorar após repouso em alguns casos | Sintomas costumam ser mais persistentes, embora possam variar |
| Não significa necessariamente morte do músculo | Existe dano ao miocárdio |
| Também exige avaliação quando é nova ou instável | É uma emergência médica |
Uma dor no peito nova, inesperada, prolongada ou diferente da habitual não deve ser diagnosticada em casa como “apenas angina”.
Quais são os principais tipos de infarto?
Na prática hospitalar, uma das principais classificações diferencia:
- infarto com elevação do segmento ST (STEMI);
- infarto sem elevação do segmento ST (NSTEMI).
Esses nomes estão relacionados, entre outros fatores, às alterações observadas no eletrocardiograma e ao comportamento clínico.
O que é STEMI?
STEMI significa ST-Elevation Myocardial Infarction, ou infarto do miocárdio com elevação do segmento ST.
Geralmente está associado a uma obstrução coronariana aguda importante e exige estratégia de reperfusão muito rápida quando indicada.
O eletrocardiograma pode apresentar uma alteração característica chamada elevação do segmento ST.
O objetivo do tratamento é restabelecer o fluxo sanguíneo o mais cedo possível.
O que é NSTEMI?
NSTEMI significa Non-ST-Elevation Myocardial Infarction, ou infarto do miocárdio sem elevação do segmento ST.
Nesse caso, também existe dano ao músculo cardíaco, mas o eletrocardiograma não apresenta o padrão clássico de elevação persistente do segmento ST.
O diagnóstico considera:
- sintomas;
- eletrocardiograma;
- marcadores sanguíneos como troponina;
- outros exames.
STEMI e NSTEMI fazem parte do espectro das síndromes coronarianas agudas, e o tratamento depende do risco e das características do caso. As diretrizes europeias atuais abordam ambos dentro de uma estratégia integrada de diagnóstico, reperfusão e prevenção secundária.
Infarto e parada cardíaca são a mesma coisa?
Não.
Essa confusão é muito comum.
Infarto
É principalmente um problema de circulação.
O sangue deixa de chegar adequadamente a uma parte do músculo cardíaco.
A pessoa frequentemente permanece consciente e o coração continua batendo.
Parada cardíaca
É principalmente uma falha grave da atividade elétrica e mecânica do coração.
O órgão deixa de bombear sangue de forma eficaz.
A pessoa:
- perde a consciência;
- não responde;
- não respira normalmente;
- não apresenta circulação eficaz.
Um infarto pode desencadear uma arritmia grave e provocar parada cardíaca, mas os dois eventos não são sinônimos.
Quais são os sintomas de um infarto?
O sintoma mais conhecido é dor ou desconforto no peito.
Entretanto, um infarto pode se apresentar de maneiras diferentes.
Entre os possíveis sintomas estão:
- pressão ou aperto no centro do peito;
- sensação de peso ou queimação;
- dor que se espalha para braço ou braços;
- desconforto nas costas;
- dor ou pressão no pescoço;
- desconforto na mandíbula;
- falta de ar;
- suor frio;
- náusea;
- vômitos;
- palidez;
- tontura;
- sensação de desmaio;
- fraqueza ou cansaço incomum.
O Ministério da Saúde destaca dor ou desconforto peitoral que pode irradiar para costas, rosto e braços, acompanhada por sinais como suor frio, palidez, falta de ar e sensação de desmaio.
Como é a dor do infarto?
Muitas pessoas descrevem a sensação como:
- aperto;
- pressão;
- peso;
- compressão;
- queimação.
Pode parecer como se algo estivesse pressionando fortemente o tórax.
Entretanto, nem todo paciente apresenta exatamente essa descrição.
O desconforto pode ser:
- intenso ou moderado;
- contínuo ou intermitente;
- localizado no centro ou em outra região;
- acompanhado ou não de falta de ar.
Por isso, tentar reconhecer o infarto apenas pelo “tipo perfeito” de dor pode atrasar o atendimento.
Para onde a dor pode irradiar?
O desconforto pode se espalhar para:
- braço esquerdo;
- braço direito;
- ambos os braços;
- ombros;
- costas;
- pescoço;
- mandíbula;
- parte superior do abdome.
A dor no braço esquerdo é bastante conhecida, mas sua ausência não exclui infarto.
Infarto pode parecer gastrite?
Sim.
Algumas pessoas apresentam:
- queimação;
- desconforto no alto do abdome;
- náusea;
- sensação de indigestão.
Isso pode ser confundido com:
- gastrite;
- refluxo;
- gases;
- má digestão.
O Ministério da Saúde observa que, em algumas situações, principalmente em idosos, o desconforto pode aparecer no abdome e lembrar doenças digestivas.
Uma dor nova, intensa ou associada a falta de ar, suor frio ou mal-estar súbito não deve ser simplesmente atribuída ao estômago sem avaliação.
É possível ter infarto sem dor no peito?
Sim.
Embora a dor ou o desconforto torácico sejam apresentações importantes, algumas pessoas podem ter sintomas menos típicos.
Isso pode ocorrer especialmente em:
- idosos;
- pessoas com diabetes;
- algumas mulheres;
- pessoas com neuropatia;
- indivíduos muito debilitados.
Os sintomas podem incluir:
- falta de ar;
- cansaço intenso;
- náusea;
- tontura;
- sudorese;
- fraqueza;
- mal-estar inexplicado.
O Ministério da Saúde destaca que idosos podem apresentar falta de ar como manifestação importante e que idosos e pessoas com diabetes podem ter infarto sem sinais específicos.
Os sintomas são diferentes nas mulheres?
Mulheres podem apresentar o sintoma clássico de dor ou pressão no peito, e esse continua sendo um sinal muito importante.
Entretanto, algumas também podem apresentar manifestações como:
- falta de ar;
- náusea;
- dor nas costas;
- desconforto na mandíbula;
- fadiga incomum;
- tontura.
O problema é que essas manifestações podem ser interpretadas como:
- ansiedade;
- estresse;
- indisposição;
- problemas digestivos.
Isso pode contribuir para atraso na procura por atendimento.
A American Heart Association ressalta que sintomas de infarto podem variar, embora desconforto no peito permaneça comum.
O infarto sempre acontece de repente?
Os sintomas podem surgir repentinamente, mas também podem começar gradualmente.
Algumas pessoas apresentam inicialmente:
- desconforto leve;
- pressão intermitente;
- falta de ar;
- fadiga.
Depois, o quadro se intensifica.
Por isso, não é necessário esperar uma “dor insuportável” para procurar ajuda.
O que fazer diante de suspeita de infarto?
No Brasil, diante de sintomas sugestivos:
Ligue imediatamente para o SAMU: 192.
Não espere para descobrir se a dor desaparecerá.
Quanto mais cedo ocorrer o atendimento, maior a possibilidade de realizar o diagnóstico e restaurar a circulação antes que uma grande área do músculo cardíaco seja perdida. O Ministério da Saúde destaca que os primeiros minutos são fundamentais no atendimento ao infarto.
Enquanto aguarda ajuda:
- mantenha a pessoa em repouso;
- deixe-a em posição confortável;
- afrouxe roupas apertadas;
- observe consciência e respiração;
- não permita que ela faça esforço;
- siga as orientações fornecidas pelo serviço de emergência.
A pessoa deve dirigir até o hospital?
Preferencialmente, não.
Uma pessoa com suspeita de infarto pode desenvolver subitamente:
- arritmia;
- desmaio;
- queda da pressão;
- parada cardíaca.
Por isso, dirigir pode colocar tanto o paciente quanto outras pessoas em risco.
O atendimento pré-hospitalar também pode iniciar avaliação e cuidados antes da chegada ao hospital.
Posso esperar a dor passar?
Não é uma boa estratégia diante de sintomas sugestivos.
A dor pode:
- diminuir;
- voltar;
- oscilar de intensidade.
Isso não significa necessariamente que a artéria tenha voltado ao normal.
Se houver suspeita de infarto, procure atendimento imediatamente.
Devo dar aspirina para alguém com suspeita de infarto?
A aspirina pode fazer parte do atendimento a muitas pessoas com síndrome coronariana aguda, porque reduz a agregação das plaquetas.
Entretanto, existem situações em que ela pode ser inadequada, como:
- alergia grave;
- sangramento ativo;
- determinadas condições clínicas;
- suspeita de outro diagnóstico.
Por isso, em vez de oferecer medicamentos por conta própria, acione o serviço de emergência e siga as instruções fornecidas pelo profissional responsável.
O que fazer se a pessoa perder a consciência?
Se a pessoa:
- não responder;
- não respirar normalmente;
pode estar em parada cardíaca.
Nesse caso:
- Acione imediatamente o SAMU pelo 192.
- Inicie compressões torácicas se souber realizá-las ou siga as instruções do atendente.
- Se houver um Desfibrilador Externo Automático (DEA) disponível, peça para alguém buscá-lo e siga suas instruções de voz.
Uma parada cardíaca exige intervenção imediata.
Quais são os principais fatores de risco para infarto?
O infarto normalmente resulta de uma combinação de fatores.
Entre os principais estão:
- colesterol LDL elevado;
- hipertensão arterial;
- diabetes;
- tabagismo;
- obesidade;
- sedentarismo;
- alimentação inadequada;
- idade;
- histórico familiar;
- doença renal crônica;
- algumas doenças inflamatórias;
- consumo prejudicial de álcool.
A OMS destaca tabagismo, dieta pouco saudável, inatividade física, consumo prejudicial de álcool e obesidade entre os principais fatores associados às doenças cardiovasculares. Também reconhece pressão elevada, glicemia alta e lipídios alterados como importantes indicadores intermediários de risco.
Qual é a relação entre colesterol e infarto?
O LDL elevado favorece a formação e a progressão das placas de aterosclerose.
Ao longo dos anos, essas placas podem:
- aumentar;
- estreitar a artéria;
- sofrer inflamação;
- romper-se.
Quando ocorre ruptura, um coágulo pode se formar rapidamente e bloquear a circulação.
Por isso, controlar o colesterol é uma das principais estratégias para prevenir eventos cardiovasculares.
Pressão alta aumenta o risco de infarto?
Sim.
A hipertensão pode danificar as paredes das artérias, acelerar a aterosclerose e aumentar o trabalho do coração.
Quando associada a colesterol elevado, diabetes e tabagismo, o risco se torna ainda maior.
Como a hipertensão muitas vezes não apresenta sintomas, medir e controlar a pressão é uma importante estratégia preventiva.
Diabetes aumenta o risco?
Sim.
A glicose elevada por períodos prolongados pode danificar os vasos sanguíneos e aumentar o desenvolvimento de aterosclerose.
Pessoas com diabetes frequentemente apresentam outros fatores associados, como:
- hipertensão;
- alterações dos lipídios;
- obesidade abdominal;
- doença renal.
Por isso, o controle da glicemia faz parte da prevenção cardiovascular.
Tabagismo e infarto
O tabaco afeta o sistema cardiovascular de diversas maneiras.
Ele pode:
- lesar o revestimento das artérias;
- favorecer formação de placas;
- aumentar a tendência à formação de coágulos;
- elevar frequência cardíaca e pressão;
- reduzir o transporte de oxigênio.
Parar de fumar é uma das medidas mais importantes para reduzir o risco cardiovascular.
Estresse causa infarto?
O estresse não deve ser tratado como uma única causa direta e inevitável de infarto.
Entretanto, estresse persistente pode contribuir para:
- pressão elevada;
- pior qualidade do sono;
- tabagismo;
- consumo excessivo de álcool;
- alimentação inadequada;
- menor atividade física.
Situações emocionais intensas também podem atuar como gatilho em algumas pessoas que já possuem doença cardiovascular.
O risco real depende da interação entre vários fatores.
Pessoas jovens podem ter infarto?
Sim.
Embora o risco aumente com a idade, o infarto pode ocorrer em adultos jovens.
Entre fatores que podem contribuir estão:
- tabagismo;
- colesterol muito elevado, inclusive hereditário;
- diabetes;
- obesidade;
- hipertensão;
- uso de determinadas drogas;
- alterações da coagulação;
- doenças das artérias;
- histórico familiar de doença coronariana precoce.
Por isso, idade jovem não deve ser usada para descartar automaticamente sintomas compatíveis com infarto.
Infarto pode acontecer durante exercício físico?
Pode, mas isso não significa que exercício seja prejudicial ao coração.
A prática regular de atividade física reduz o risco cardiovascular em longo prazo.
Entretanto, em uma pessoa que já possui doença coronariana significativa e desconhecida, um esforço intenso pode aumentar temporariamente a demanda de oxigênio do coração e atuar como gatilho para sintomas.
Quem apresenta:
- dor no peito durante esforço;
- falta de ar desproporcional;
- desmaio;
- palpitações intensas;
deve procurar avaliação antes de continuar atividades intensas.
Infarto pode acontecer enquanto a pessoa dorme?
Sim.
A obstrução de uma artéria pode ocorrer em qualquer horário.
A pessoa pode:
- despertar com dor;
- acordar com falta de ar;
- apresentar sintomas ao levantar;
- em casos graves, sofrer uma arritmia enquanto dorme.
A ausência de esforço físico no momento do evento não exclui um infarto.
Panorama no Brasil e no mundo
As doenças cardiovasculares permanecem como a principal causa de morte globalmente. A OMS estima que elas tenham causado cerca de 19,8 milhões de mortes em 2022, representando aproximadamente 32% das mortes no mundo; a maior parte dessas mortes decorreu de ataques cardíacos e AVCs.
No Brasil, o Ministério da Saúde informa uma estimativa de 300 mil a 400 mil casos de infarto por ano, reforçando a importância do reconhecimento precoce dos sintomas e do acesso rápido ao atendimento de emergência.
Como o infarto é diagnosticado?
O diagnóstico normalmente combina:
- avaliação dos sintomas;
- eletrocardiograma;
- exames de sangue;
- exame físico;
- histórico clínico;
- exames de imagem quando necessários.
A equipe busca responder rapidamente a três perguntas:
- Existe evidência de falta de circulação no coração?
- Há dano ao músculo cardíaco?
- Existe uma artéria que precisa ser aberta urgentemente?
O que é eletrocardiograma?
O eletrocardiograma (ECG) registra a atividade elétrica do coração.
É um exame rápido, indolor e extremamente importante diante de suspeita de infarto.
Eletrodos são colocados sobre a pele e registram os sinais elétricos produzidos pelos batimentos.
O ECG pode mostrar alterações compatíveis com:
- isquemia;
- infarto;
- arritmias;
- outros problemas cardíacos.
Entretanto, um primeiro eletrocardiograma sem alterações importantes não exclui todos os casos de infarto.
Por isso, ele pode precisar ser repetido conforme os sintomas e a avaliação médica.
O que é troponina?
A troponina cardíaca é uma proteína presente nas células do músculo cardíaco.
Quando essas células sofrem lesão, parte da troponina é liberada no sangue.
Por isso, sua dosagem é um dos exames fundamentais na investigação do infarto.
Os médicos avaliam:
- valor da troponina;
- evolução ao longo do tempo;
- sintomas;
- eletrocardiograma;
- outras possíveis causas de lesão cardíaca.
Uma troponina elevada não deve ser interpretada isoladamente como sinônimo automático de infarto, porque outras condições também podem provocar lesão do coração.
O que é cateterismo cardíaco?
O cateterismo, também chamado de cinecoronariografia ou angiografia coronariana, permite visualizar as artérias do coração.
Um cateter fino é introduzido por uma artéria, frequentemente no punho ou na região da virilha, e conduzido até próximo das coronárias.
Um contraste permite visualizar:
- local da obstrução;
- intensidade do estreitamento;
- quantidade de artérias comprometidas.
Dependendo da situação, o diagnóstico pode ser seguido imediatamente pelo tratamento por angioplastia.
Como o infarto é tratado?
O tratamento depende do tipo de síndrome coronariana, do tempo desde o início dos sintomas, das alterações no eletrocardiograma, dos resultados de exames como a troponina e do estado clínico do paciente.
O principal objetivo é restaurar o fluxo sanguíneo para o coração o mais rapidamente possível e impedir que novas áreas do miocárdio sejam lesionadas.
As estratégias podem incluir:
- medicamentos antiplaquetários;
- anticoagulantes em situações específicas;
- medicamentos para aliviar a isquemia;
- controle da pressão e da frequência cardíaca;
- angioplastia coronária;
- colocação de stent;
- trombólise quando indicada;
- cirurgia de revascularização em casos selecionados.
As diretrizes atuais para síndrome coronariana aguda reforçam que a reperfusão rápida e a prevenção secundária após a alta são fundamentais para reduzir complicações e recorrência.
O que é angioplastia?
A angioplastia coronariana, também chamada de intervenção coronariana percutânea (ICP), é um procedimento realizado para reabrir uma artéria coronária estreitada ou obstruída.
Durante o procedimento:
- um cateter é introduzido por uma artéria, geralmente no punho ou na virilha;
- ele é conduzido até as artérias coronárias;
- o local da obstrução é identificado;
- um pequeno balão pode ser insuflado para abrir a artéria;
- frequentemente é implantado um stent para manter o vaso aberto.
A angioplastia é uma das principais estratégias de reperfusão no infarto com elevação do segmento ST e também pode ser indicada em outros tipos de síndrome coronariana aguda, conforme o risco clínico.
O que é um stent?
O stent é uma pequena estrutura metálica em forma de malha.
Depois que a artéria é aberta, ele pode ser implantado no local do estreitamento para ajudar a mantê-la aberta.
Atualmente, muitos stents liberam medicamentos gradualmente para reduzir a possibilidade de novo estreitamento no interior do vaso.
Depois da colocação do stent, normalmente são prescritos medicamentos antiplaquetários para reduzir o risco de formação de um novo coágulo.
A duração e a combinação dessas medicações dependem do risco de sangramento, do tipo de síndrome coronariana, do procedimento realizado e de outras características individuais. Diretrizes de 2025 recomendam terapia antiplaquetária dupla por 12 meses como estratégia padrão para muitos pacientes com síndrome coronariana aguda que não apresentam alto risco de sangramento, com adaptações conforme o caso.
O que é trombólise no infarto?
A trombólise utiliza medicamentos capazes de dissolver ou desorganizar o coágulo que está bloqueando a artéria coronária.
Ela pode ser utilizada principalmente em determinados pacientes com infarto com elevação do segmento ST quando a angioplastia primária não pode ser realizada rapidamente.
No Sistema Único de Saúde, protocolos de atendimento ao infarto estabelecem a utilização precoce de terapia de reperfusão e permitem o uso de trombolíticos em contextos selecionados, inclusive no atendimento pré-hospitalar quando existem equipe e estrutura apropriadas.
A trombólise não é indicada para todas as pessoas porque pode aumentar o risco de sangramento.
Antes de utilizá-la, a equipe verifica cuidadosamente possíveis contraindicações.
Angioplastia ou trombólise: qual é melhor?
A resposta depende da situação.
Quando a angioplastia primária pode ser realizada dentro do tempo recomendado por uma equipe experiente, costuma ser a estratégia preferida em muitos casos de infarto com elevação do segmento ST.
Quando isso não é possível rapidamente, a trombólise pode ser uma alternativa importante para restabelecer o fluxo em pacientes elegíveis.
O mais importante é evitar atrasos desnecessários.
Em um infarto, uma estratégia disponível rapidamente pode ser mais útil do que uma estratégia teoricamente ideal que demore muitas horas para acontecer.
💡 Você sabia?
O tratamento de um infarto não começa necessariamente apenas quando o paciente chega ao hospital.
O SAMU pode realizar eletrocardiograma, iniciar medidas de estabilização e, em contextos específicos previstos nos protocolos, até administrar trombolítico antes da chegada ao hospital.
Quando é necessária cirurgia de ponte de safena?
A cirurgia de revascularização do miocárdio, popularmente conhecida como ponte de safena, pode ser indicada quando existem obstruções coronarianas complexas ou quando a angioplastia não representa a melhor estratégia.
Durante a cirurgia, vasos sanguíneos retirados de outras regiões do corpo são utilizados para criar novos caminhos para o sangue contornar as artérias obstruídas.
Podem ser utilizados:
- veia safena;
- artéria mamária interna;
- artéria radial;
- outros enxertos em situações específicas.
A escolha entre cirurgia e angioplastia depende de fatores como:
- quantidade de artérias comprometidas;
- localização das obstruções;
- diabetes;
- anatomia coronariana;
- função do coração;
- outras doenças;
- risco cirúrgico.
Quais medicamentos são utilizados após um infarto?
O tratamento após o evento costuma envolver diferentes classes de medicamentos.
Dependendo do caso, podem ser prescritos:
- antiplaquetários;
- estatinas;
- betabloqueadores;
- inibidores da enzima conversora da angiotensina (IECA);
- bloqueadores dos receptores de angiotensina;
- outros medicamentos para insuficiência cardíaca;
- anticoagulantes quando existe indicação específica.
Cada medicamento possui um objetivo diferente.
Alguns reduzem a formação de coágulos.
Outros diminuem o colesterol, controlam a pressão, reduzem o esforço cardíaco ou protegem o músculo do coração.
Nunca interrompa essas medicações por conta própria, especialmente os antiplaquetários depois da implantação de um stent.
É possível sobreviver a um infarto?
Sim.
Muitas pessoas sobrevivem e retomam uma vida ativa depois de receber tratamento adequado.
As chances dependem de fatores como:
- tamanho da área afetada;
- artéria comprometida;
- rapidez do atendimento;
- ocorrência de arritmias;
- presença de choque;
- função cardíaca anterior;
- outras doenças.
O atendimento nos primeiros minutos e horas faz grande diferença. O Ministério da Saúde destaca que a agilidade no atendimento de urgência é fundamental para reduzir o risco de morte.
Quais complicações podem acontecer?
Um infarto pode provocar diferentes complicações.
Entre elas estão:
Arritmias
A lesão do músculo pode interferir na atividade elétrica do coração.
Algumas arritmias são leves.
Outras, como fibrilação ventricular, podem provocar parada cardíaca e exigem desfibrilação imediata.
Insuficiência cardíaca
Se uma grande quantidade do músculo for comprometida, o coração pode perder parte da capacidade de bombear sangue.
Isso pode causar:
- falta de ar;
- cansaço;
- inchaço;
- redução da tolerância ao esforço.
Choque cardiogênico
Em casos graves, o coração não consegue manter uma circulação adequada para os órgãos.
Essa condição é chamada de choque cardiogênico e apresenta alto risco de morte.
Diretrizes atuais reforçam a importância da revascularização rápida nesses pacientes.
Novo infarto
Quem já sofreu um infarto apresenta risco aumentado de outro evento.
Por isso, o tratamento continua depois da alta.
Problemas mecânicos
Em casos menos frequentes, a lesão pode comprometer estruturas do coração, como:
- válvulas;
- parede entre os ventrículos;
- parede do próprio ventrículo.
Essas complicações podem exigir cirurgia urgente.
O coração cicatriza depois de um infarto?
Sim, mas as células musculares que morreram não são simplesmente substituídas por novas células idênticas em quantidade suficiente.
A região lesionada costuma passar por um processo de cicatrização e formar tecido fibroso.
Esse tecido não possui a mesma capacidade de contração do músculo cardíaco original.
Quanto maior a área perdida, maior pode ser o impacto sobre a função do coração.
É justamente por isso que abrir a artéria rapidamente é tão importante.
Preservar tecido significa preservar capacidade de bombeamento.
O que é fração de ejeção?
Após um infarto, o médico pode solicitar um ecocardiograma para avaliar a função do coração.
Um dos parâmetros analisados é a fração de ejeção.
Ela representa a proporção de sangue que o ventrículo esquerdo consegue expulsar a cada contração.
Uma fração reduzida pode indicar comprometimento da função cardíaca e ajudar a orientar:
- medicamentos;
- acompanhamento;
- indicação de dispositivos em alguns casos;
- intensidade inicial da reabilitação.
O número deve ser interpretado junto com sintomas, exames e contexto clínico.
O que é reabilitação cardíaca?
A reabilitação cardíaca é um programa estruturado de recuperação após eventos cardiovasculares.
Ela pode incluir:
- exercícios supervisionados;
- educação em saúde;
- orientação nutricional;
- controle dos fatores de risco;
- apoio psicológico;
- acompanhamento da adesão aos medicamentos;
- retorno progressivo às atividades.
Diretrizes de 2025 recomendam o encaminhamento para reabilitação cardíaca após síndrome coronariana aguda porque ela ajuda a reduzir novos eventos e internações, melhora a capacidade funcional e está associada a melhores resultados de longo prazo.
Quando é possível voltar a fazer exercício?
O momento depende da gravidade do infarto, da função cardíaca, do tratamento realizado e da presença de complicações.
A atividade costuma ser retomada de maneira progressiva dentro de um programa orientado.
Em geral, a equipe pode avaliar:
- capacidade funcional;
- frequência cardíaca;
- pressão;
- sintomas;
- eletrocardiograma;
- função ventricular.
Não é recomendado estabelecer sozinho uma intensidade de treinamento logo após um infarto.
A reabilitação cardíaca ajuda a tornar esse retorno mais seguro.
É possível voltar ao trabalho?
Muitas pessoas conseguem.
O tempo depende de:
- tipo de trabalho;
- tamanho do infarto;
- presença de sintomas;
- função cardíaca;
- tipo de tratamento;
- estado emocional.
Trabalhos físicos pesados podem exigir um período maior e avaliação específica.
Atividades administrativas podem permitir retorno mais precoce em alguns casos.
A decisão deve ser individualizada.
E a atividade sexual?
Para muitas pessoas que apresentam recuperação estável, a atividade sexual pode ser retomada depois de avaliação e orientação.
A preocupação é maior em pessoas com:
- dor persistente;
- insuficiência cardíaca descompensada;
- arritmias importantes;
- baixa tolerância aos esforços.
Também é essencial informar ao médico o uso de medicamentos para disfunção erétil, porque alguns podem interagir perigosamente com nitratos utilizados para dor cardíaca.
Como prevenir um novo infarto?
A prevenção depois de um evento é chamada de prevenção secundária.
Ela é uma parte fundamental do tratamento.
As principais medidas incluem:
- controlar o LDL;
- controlar a pressão arterial;
- controlar diabetes;
- não fumar;
- praticar exercícios conforme orientação;
- manter alimentação saudável;
- utilizar corretamente os medicamentos;
- participar da reabilitação cardíaca;
- acompanhar o peso;
- tratar outras doenças cardiovasculares.
As diretrizes atuais recomendam reavaliar o perfil lipídico algumas semanas após iniciar ou ajustar medicamentos para colesterol e intensificar o tratamento quando o LDL permanece acima das metas adequadas ao risco.
Como prevenir o primeiro infarto?
As mesmas medidas começam muito antes do primeiro evento.
Não fumar
O abandono do tabagismo reduz progressivamente o risco cardiovascular.
Controlar a pressão
A hipertensão deve ser identificada e tratada mesmo quando não causa sintomas.
Controlar o colesterol
O risco depende principalmente do perfil cardiovascular global e dos níveis de LDL.
Controlar a glicemia
Pessoas com diabetes precisam de acompanhamento para reduzir complicações vasculares.
Praticar atividade física
Exercício regular ajuda a:
- controlar a pressão;
- melhorar a glicemia;
- preservar a capacidade cardiovascular;
- controlar o peso;
- melhorar o perfil metabólico.
Manter uma alimentação saudável
Priorizar:
- frutas;
- legumes;
- verduras;
- feijões;
- cereais integrais;
- peixes;
- fontes adequadas de proteínas;
- gorduras insaturadas.
Reduzir:
- alimentos ultraprocessados;
- gorduras trans;
- excesso de sódio;
- bebidas açucaradas.
A OMS destaca alimentação saudável, atividade física e combate ao tabagismo entre as principais estratégias para reduzir o risco de doença cardiovascular.
Histórico familiar significa que vou ter infarto?
Não.
Ter familiares que desenvolveram doença coronariana precocemente aumenta o risco, mas não significa que o evento seja inevitável.
O histórico familiar pode refletir:
- genética;
- colesterol hereditário;
- hipertensão;
- diabetes;
- hábitos compartilhados;
- fatores ambientais.
Quanto maior o risco hereditário, mais importante se torna controlar os fatores que podem ser modificados.
Mitos e verdades sobre o infarto
“Todo infarto causa uma dor muito forte no peito.”
Mito.
Alguns casos apresentam sintomas menos típicos, principalmente em idosos e pessoas com diabetes.
“Infarto e parada cardíaca são iguais.”
Mito.
O infarto envolve redução do fluxo sanguíneo para o músculo. A parada cardíaca é a interrupção da circulação eficaz.
“Pessoas jovens não têm infarto.”
Mito.
O risco é menor, mas o evento pode ocorrer.
“Quanto mais rápido abrir a artéria, melhor.”
Verdade.
Restaurar rapidamente a circulação ajuda a preservar músculo cardíaco.
“Quem colocou stent não precisa mais se preocupar com colesterol.”
Mito.
O stent trata uma região específica da artéria, mas a aterosclerose é uma doença sistêmica.
“Reabilitação cardíaca faz parte do tratamento.”
Verdade.
Ela é recomendada após síndrome coronariana aguda e ajuda na recuperação e prevenção de novos eventos.
“É seguro interromper os medicamentos quando a pessoa se sente melhor.”
Mito.
Alguns medicamentos reduzem diretamente o risco de novos eventos e só devem ser alterados com orientação profissional.
Resumo dos principais pontos
- Infarto ocorre quando parte do músculo cardíaco deixa de receber sangue adequadamente.
- A causa mais comum é a formação de um coágulo sobre uma placa de aterosclerose.
- Dor ou pressão no peito, falta de ar e suor frio são sinais importantes.
- Algumas pessoas podem apresentar sintomas menos típicos.
- Diante de suspeita, ligue para o SAMU pelo número 192.
- O eletrocardiograma e a troponina são fundamentais para o diagnóstico.
- Angioplastia, stent e trombólise podem ser utilizados para restaurar a circulação em situações apropriadas.
- Arritmias, insuficiência cardíaca e choque cardiogênico estão entre as possíveis complicações.
- Reabilitação cardíaca faz parte da recuperação.
- Controlar colesterol, pressão, diabetes e tabagismo ajuda a prevenir novos eventos.
Conclusão
O infarto agudo do miocárdio é uma emergência provocada pela interrupção do fornecimento de sangue para uma região do coração.
Na maioria dos casos, ele está relacionado à aterosclerose e à formação de um coágulo dentro de uma artéria coronária.
Quanto mais tempo o músculo permanece sem oxigênio, maior pode ser a área lesionada.
Por isso, reconhecer sintomas como pressão no peito, falta de ar, suor frio, náusea e mal-estar súbito e acionar rapidamente o atendimento pode salvar vidas.
No hospital, exames como eletrocardiograma e troponina ajudam a confirmar o diagnóstico, enquanto procedimentos como angioplastia e, em determinadas situações, trombólise podem restaurar a circulação.
O cuidado não termina com a alta.
Reabilitação cardíaca, medicamentos, controle do colesterol, pressão e diabetes, atividade física orientada e abandono do tabagismo são fundamentais para reduzir o risco de um novo evento.
Grande parte da prevenção cardiovascular começa muitos anos antes de um infarto acontecer, tornando o acompanhamento dos fatores de risco uma das melhores estratégias para proteger o coração.
Perguntas Frequentes (FAQ)
O que é infarto?
É a morte de células do músculo cardíaco causada por falta de circulação e oxigênio, geralmente devido à obstrução de uma artéria coronária.
Quais são os sintomas mais comuns?
Pressão ou dor no peito, falta de ar, suor frio, náusea, tontura e desconforto que pode irradiar para braços, costas, pescoço ou mandíbula.
O que fazer ao suspeitar de infarto?
Acione imediatamente o SAMU pelo número 192 e mantenha a pessoa em repouso.
Infarto e parada cardíaca são iguais?
Não. O infarto é uma obstrução do fluxo para o coração; a parada cardíaca ocorre quando o coração deixa de manter circulação eficaz.
O que é angioplastia?
É um procedimento realizado por cateter para abrir uma artéria coronária obstruída.
Para que serve o stent?
Ele ajuda a manter a artéria aberta após a angioplastia.
Todo infarto precisa de cirurgia?
Não. O tratamento varia conforme o tipo e a gravidade e pode envolver medicamentos, angioplastia ou cirurgia em situações selecionadas.
É possível viver normalmente depois de um infarto?
Muitas pessoas retomam uma vida ativa após tratamento e reabilitação, dependendo da extensão da lesão e das condições individuais.
Quem já teve infarto pode ter outro?
Sim. Por isso, prevenção secundária e uso correto dos medicamentos são fundamentais.
É possível prevenir um infarto?
O risco pode ser reduzido significativamente controlando pressão, colesterol, diabetes, tabagismo, peso e sedentarismo.
Continue aprendendo
- O que é AVC?
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Referências recomendadas
- Ministério da Saúde — Infarto Agudo do Miocárdio.
- Ministério da Saúde — Linha de Cuidado do Infarto Agudo do Miocárdio.
- American Heart Association / American College of Cardiology — 2025 Guideline for the Management of Acute Coronary Syndromes.
- Organização Mundial da Saúde — Cardiovascular Diseases.
- American Heart Association — Heart Attack.
- European Society of Cardiology — Acute Coronary Syndromes Guidelines.

